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Arquitetura histórica e o conceito de Neuroarquitetura

  • Foto do escritor: Matiza Rigobello Lima
    Matiza Rigobello Lima
  • 6 de nov.
  • 2 min de leitura
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"Neuroarquitetura é a ciência que estuda a relação entre o ambiente construído e o cérebro humano, buscando projetar espaços que promovam a saúde, o bem-estar e o comportamento positivo das pessoas. Ela une a neurociência, a psicologia e a arquitetura para entender como elementos como luz, cor, textura, sons e organização espacial afetam diretamente nossas emoções, humor e produtividade."

(Google)


Estudei arquitetura e urbanismo há mais de 40 anos. Não havia este conceito naquele tempo, para mim é ainda quase desconhecido, mas tinha já a percepção disso.


Atualmente, estou participando de um projeto de arte em escolas de contraturno, projetos sociais em nossa cidade, como o Projeto Ana Lúcia e Lar Maria Imaculada. Ambas realizam trabalho de excelência na área da educação social, se é que se pode chamar assim. Muito além da educação formal, oferecem informática, dança, judô, cultura, agricultura, música, arte, alimentação, assistência psicológica para as crianças e jovens, bem como suas famílias.


Nosso país, de pessoas tão carentes (especialmente famílias onde a mulher é o esteio), contam com as instituições educacionais e sociais para o amparo e formação desses jovens e crianças. Elas, as instituições, dão suporte emocional e físico que são fundamentais para o desenvolvimento dessas pessoas.


Observo que o Lar Maria Imaculada, instituição instalada em um edifício histórico de 1936, era ocupado por freiras que ofereciam abrigo e educação para moças, onde aprendiam a bordar entre outras coisas. Me lembro dessas freiras oferecendo confeitaria de qualidade, como uma massa folhada finíssima e deliciosa que as pessoas compravam para colaborar com a instituição.


Pois bem, esse espaço histórico da cidade oferece conforto ambiental e emocional às pessoas que ali transitam e ocupam. Nas características de sua arquitetura generosa, com pé direito alto, grandes janelas que proporcionam ventilação e iluminação adequadas, grandes salas e corredores, refeitório amplo, quintal com frutas diversas, quadras de esporte e piscina. Percebe-se a satisfação naqueles usuários que ali ocupam, tanto para seu trabalho diário (professoras e funcionárias) como para os alunos.


Concluindo, quero dizer que a arquitetura histórica deveria ser ocupada não só em Mococa como em todas as cidades, o que justifica não só a questão da sustentabilidade ambiental como cultural, turística e econômica em nossas cidades.


Para empresários e investidores, olhem para uma ótica mais ampla, favoreçam sua cidade e gerem valores além do financeiro. Fica a reflexão!


Matiza Rigobello Lima é arquiteta paisagista e artista visual.

 
 
 

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